Being with women in circles, revolution, networking, activism and science

My name is Fabiolla Marques Duarte. Marques by mother. Duarte for father. Fabiolla was the name my mother chose, as a child, after hearing the story of a Belgian queen, born in Spain named Fabiola, dreaming that one day she would have a daughter.


My mother is from the Amazon region and I grew up listening to fantastic folkloric stories like that of Matita Pereira, a spiritual entity that visits the windows of Amazonian homes at night asking for tobacco. My great-aunt always welcomed her after she heard her whistle. Everything can be and everything exists if it comes from magic, that's what I learned from my mother.


My father is from the capital of São Paulo, the son of a Bahia state mother with Minas Gerais state father, African and Portuguese blood in his veins and coming from a lineage of women who left the northeast of Brazil and poverty to seek work in the big city. A lot of struggle and a lot of mourning and he had a boy's dream: to be an airplane pilot one day. He managed to pilot large machines across Earth's oceans. I grew up saying goodbye and welcoming him always so handsome dressed in an aviator uniform. Everything can be and everything exists if it comes from determination, that's what I learned from my father.


I started my career studying acting, philosophy, anthropology and at some point I graduated in visual arts. I did an undergraduate degree. A few years later I moved to England, studied a little more visual arts and then done a College on Education. Everything can be and everything exists if it comes from magic and determination, this has been confirmed over the years. I became a mother twice, a daughter who died in childbirth, but presented me with the news that there is indeed a spiritual world (I have proof), and a son 7 years later, who is with me here on this journey, and with his birth a definitive stage is established: my research on food, culture, childhood, human development, Sapiens cognitive revolution, language development, neuroscience, psychoanalysis, feminine and motherhood.

I have been working on social media (@fabiolla_duarte) for over 11 years facilitating collective processes with mothers, women, fathers and educators, cultivating a community of people who weave with me my theories about how important food is for the human species. As much as it communicates about our subjectivity since we eat as we live, as much as a baby starts its first meals is the beginning of a culture, beginning a language, and beginning of a family nucleus. How much a food selective child is telling about the inauguration of her personal micro-politics and subject experimentation, and how much women grapple with patriarchal patterns of body and behavior and through food they adjust and misfit. I have relied on neuroscience, psychoanalysis and my own readings on life, parenting and micropolitics. But almost everything I learn, is by sustaining the questions that, in the circles I facilitate, I am asked. I never look for solutions.


During my journey with Aura I revisited my story through astrology, looked at and dealt with fundamental traumas, reviewed my relationship with money, work and sexuality, and began my studies in Neuroscience, psychoanalysis and ceramics.


In addition to looking at food and its cultural meanings and subjectivities on the plate, I want to delve into the human being, his psyche and brain. What would be the advance of this research, in my hypotheses, maybe it would be a clue about the advance of Sapiens. I want to remember the future. I found out in Aura that I want to be a Neuroscientist, a gift from my son: Mom, you want to be a neuroscientist.


Being with women in circles, revolution, networking, activism and science. Psychoanalysis, brain, magic and feminine. Aura around the Earth, new circles of women, and in a world more like a mandala at last.


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Meu nome é Fabiolla Marques Duarte.

Marques por mãe. Duarte por pai. Fabiolla foi o nome que minha mãe escolheu, ainda criança, depois de ouvir a história de uma rainha belga, nascida na Espanha chamada Fabíola, sonhando que um dia teria uma filha.


Minha mãe é da região amazônica e cresci escutando histórias folclóricas fantásticas como a da Matita Pereira, uma entidade espiritual que visita à noite janelas dos lares amazônicos pedindo tabaco. Minha tia avó sempre a recebia depois que ouvia seu assobio. Tudo pode e tudo existe se vier do mágico, foi o que aprendi com minha mãe.


Meu pai é de São Paulo capital, filho de uma bahiana com um mineiro, sangue africano e português nas veias e vindo de uma linhagem de mulheres que deixaram o nordeste e a pobreza para buscar trabalho na cidade grande. Muita luta e muito luto e ele um sonho de menino: ser um dia piloto de avião. Conseguiu pilotar grandes máquinas através dos oceanos da Terra. Cresci me despedindo e o recebendo sempre tão bonito vestido de uniforme de aviador. Tudo pode e tudo existe se vier da determinação, foi o que aprendi com meu pai.


Comecei minha trajetória estudando teatro, filosofia, antropologia e algum momento me formei em artes visuais. Fiz uma especialização em licenciatura. Alguns anos depois me mudei para a Inglaterra, retomei meus estudos de artes visuais e depois me formei educadora. Tudo pode e tudo existe se vier do mágico e da determinação, foi o que foi se confirmando com o passar dos anos. Me tornei mãe duas vezes, uma filha que veio a falecer no parto, mas me presenteou com a notícia de existe sim um mundo espiritual (tenho provas), e um filho 7 anos depois, que está comigo aqui nessa jornada, e com seu nascimento uma etapa definitiva se instaura: minha pesquisa em torno da comida, cultura, infância, desenvolvimento, revolução cognitiva Sapiens, desenvolvimento de linguagem, neurociência, psicanálise, feminino e maternidade.


Trabalho nas redes sociais (@fabiolla_duarte) há mais de 11 anos facilitando processos coletivos com mães, mulheres, pais e educadores, cultivando uma comunidade de pessoas que comigo vão tecendo minhas teorias sobre quão importante a comida é para a espécie humana. O tanto que ela comunica sobre nossa subjetividade já que comemos como vivemos, o tanto que um bebê iniciar suas primeiras comidinhas é o início de uma cultura, de uma linguagem, e de um núcleo familiar. O tanto que uma criança seletiva alimentar está contando sobre a inauguração de sua pessoal micro-politica e experimentação de sujeito, e o tanto que mulheres se debatem com os padrões patriarcais de corpo e comportamento e através da comida se ajustam e desajustam. Tenho me apoiado na neurociência, psicanálise e nas minhas próprias leituras sobre vida, parentalidade e micropolitica. Mas quase tudo o que aprendo, aprendo sustentando as perguntas que, nas rodas que facilito, me fazem. Nunca busco soluções.


Durante minha jornada com Aura revisitei minha história através da astrologia, olhei e cuidei de traumas fundamentais, revi minha relação com dinheiro, trabalho e sexualidade, e iniciei meus estudos em Neurociência, psicanálise e cerâmica.


Pra além de olhar para a comida e seus significados culturais e subjetividades no prato, quero mergulhar no ser humano, em sua psique e cérebro. O que seria o avanço dessa pesquisa, em minhas hipóteses, talvez fosse uma pista sobre o avanço do Sapiens. Tenho vontade de lembrar do futuro. Descobri no Aura que quero ser Neurocientista, presente de meu filho: mamãe você quer ser neurocientista.


Estar com mulheres em roda, revolução, criação de rede, ativismo e ciência. Psicanalise, cérebro, magias e feminino. Aura ao redor da Terra, novas rodas de mulheres, e em nós um mundo mais parecido com uma mandala finalmente.